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BUSSCAR: UM ANO DE FALÊNCIA

BUSSCAR: UM ANO DE FALÊNCIA

Hoje, dia 27 de setembro faz exatamente um ano, que o Juiz Maurício Cavallazi Pavoas decretou a falência do grupo Busscar. A empresa que já foi considerada a 2ª maior fabricante de carrocerias do país e já empregou cinco mil trabalhadores, além de produzir 5,4 mil ônibus em um ano, fechou as portas definitivamente, há um ano, e deixou muita tristeza, principalmente aos trabalhadores, que fizeram parte desta história e ainda sonhavam com a recuperação.

 

Diante disso, será realizada uma manifestação dos ex-trabalhadores da empresa Busscar Ônibus S/A, nesta sexta-feira, dia 27 de setembro de 2013. O Ato tem como objetivo cobrar das autoridades agilidade no processo de conclusão do caso Busscar. A passeata terá inicio às 17 horas, no estacionamento do Centreventos Cau Hansen na Rua Orestes Guimarães que seguirá até o Fórum. 

A crise financeira que começou em 2002 foi se arrastando e, no ano passado, na sentença assinada pelo juiz – onde foi decretada a falência, a Busscar foi descrita como um grupo com sérios problemas de gestão, com uma administração considerada uma balbúrdia. Os maiores prejudicados foram os trabalhadores, pais de família, que há anos estão esperando para receber seus direitos. Tiveram que emprestar dinheiro, vender bens, tudo para pode seguir em frente. Hoje, a maioria dos ex-trabalhadores já estão recolocados no mercado de trabalho. Mas, continuam com dívidas, esperando centavo por centavo do que lhe é de direito.

Tivemos um problema estrutural do judiciário, pois desde a etapa de recuperação judicial até meados de junho/2013, em sucessivas nomeações, passaram pelo menos, cinco juízes substitutos. Somente no mês de junho, nove meses após a decretação da falência é que, definitivamente assumiu o juiz titular da 5ª Vara Cível, Dr. Marco Augusto Ghisi Machado.

Em conversa com representantes do sindicato, no mês de agosto, o juiz Dr. Marco Augusto Ghisi Machado declarou que, depois dos trabalhadores, o mais interessado em que estas pessoas recebam os créditos trabalhistas, com urgência, é ele, o próprio juiz. Ele estabeleceu prioridade na tramitação e prometeu dar agilidade ao processo, além de, afirmar que fará cobranças pontuais ao administrador judicial e ao perito, quanto à urgência dos atos.

O Sindicato está acompanhando a tramitação do processo. Desde maio/2010, o departamento Jurídico da entidade têm se dedicado às ações trabalhistas desta empresa. São quase três mil ações individuais, que estão sendo acompanhadas, além da ação coletiva para a cobrança de salários. 

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