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Greve dos bancários continua nas regiões de Florianópolis e Chapecó em SC

A maioria dos sindicatos dos bancários no Brasil encerrou a greve e reabre as agências nesta segunda-feira. Mas este não é o caso de Santa Catarina.
A categoria nas regiões de Florianópolis e Chapecó rejeitou a proposta dos bancos e continua em greve. Esta seria a maior paralisação dos bancários nos últimos 20 anos, segundo o Comando Geral de Greve (Contraf-CUT). A paralisação completa 26 dias (corridos) nesta segunda. 

Em Florianópolis, de acordo com a diretora do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Florianópolis e região (Seeb), Simara Pereira, estão fechadas as agências da Caixa, Banco do Brasil, Santander e Itaú. 

Na Capital, será realizada uma plenária, seguida de assembleia, para definir os novos rumos da paralisação às 15h na Igreja Livre em Jesus, ao lado da Câmara de Vereadores.

De acordo com Milano Cardoso, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Florianópolis e região (Seeb), os cerca de 400 bancários reunidos em assembleia na sexta-feira, dia 11, julgaram insuficiente a proposta dos empregadores representados pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), assim como as proposições específicas da Caixa e do Banco do Brasil. 

— As propostas falam sobre aumento salarial sem se aprofundarem nas reivindicações de melhorias das condições de trabalho. A orientação do comando geral de greve foi para que aceitássemos os acordos, mas cada sindicato tem autonomia para tomar essa decisão em assembleia própria — explicou Cardoso. 

No Oeste, segundo informações do Sindicato dos Bancários de Chapecó, Xanxerê e Região, as agências da Banrisul, Caixa e Banco do Brasil estão em greve. Já os bancos privados abriram normalmente nesta segunda-feira. 

Ainda segundo o sindicato, serão realizadas assembleias nesta segunda para definir se bancários continuam ou não em greve. Pela manhã será realizada no Banrisul, às 15h com os trabalhadores do Banco do Brasil e às 16h com os bancários da Caixa Econômica. 

Na região de Concórdia apenas a agência do Banrisul está fechada. De acordo com o Sindicato dos Bancários de Concórdia e Região, uma assembleia será realizada às 8h da terça-feira, dia 15, para decidir se continua em greve ou não. 

Ainda na região, o Banco do Brasil em Xavantina e o Banco do Brasil (Besc) em Concórdia reabrem às portas na terça.

Proposta da Fenaban

Os bancos sugeriram dar um aumento de 8% sobre o salários, sendo de 1,82% o aumento real, além de um incremento de 8,5% sobre o piso salarial (ganho real de 2,29%). A Fenaban propôs ainda compensação pelos dias parados pela greve de até uma hora extra diária (entre segunda e sexta-feira) até o dia 15 de dezembro. 

Nas negociações sobre as condições de trabalho, os empregadores se dispuseram a considerar proibido o envio de mensagens de celular aos bancários cobrando resultados e a fazer um grupo de trabalho com especialistas para apurar as causas dos adoecimentos dos trabalhadores. Também, vão abonar um dia ao ano por assiduidade e aderir ao programa de vale-cultura do governo, no valor de R$ 50 ao mês. 

Agências reabrem em SC

Nas demais regiões do Estado as agências bancárias funcionam normalmente a partir desta segunda.

Os bancários de Blumenau e região, que estavam em greve desde o dia 25 de setembro, voltaram ao trabalho. A informação é do presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Blumenau e Região (Seeb), Leandro Spezia. Funcionários de todas as agências, inclusive do Banco do Brasil e da Caixa Ecnômica Federal, trabalha, normalmente.

O Sindicato dos Bancários de Joinville e Norte de SC, informou também que as agências da região reabriram normalmente nesta segunda.

Greve afeta vendas do Dia das Crianças

Para o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL-SC), Sérgio Medeiros, a greve dos bancários afetou o comércio, que já sentiu os efeitos neste Dia das Crianças. O resultado das vendas para a data, de 0,4% de incremento em relação ao ano passado, foi abaixo dos 2% a 2,5% esperados.

Segundo Medeiros, muitos lojistas protestaram contra a situação dos bancos. No Oeste, a reclamação foi de que os muitos pagamentos em cheque não puderam ser descontados.

DIÁRIO CATARINENSE

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